quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os alvéolos são formados constantemente, i.e., os pulmões não estão completamente formado aos tres anos de idade

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/12/111206082602.htm


Study Fundamentally Alters Our Understanding of Lung Growth


The researchers, led by a team at the University of Leicester, put forward a theory for the first time based on research evidence that new air sacs, called alveoli, are constantly being formed. This contradicts information in most medical textbooks that explain that the tiny air sacs begin to develop before birth (around the 6th month of pregnancy) and continue to increase in number until the age of about 3 years.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FEBRE AMARELA - A CRIAÇÃO DE UMA EPIDEMIA


A cobertura da febre amarela pela Folha

Por Evanildo da Silveira
Lembra da campanha da Folha, Eliane Cantanhêde, "a favor" de uma epidemia de febre amarela em 2007 e 2008? Quer a Folha insistia que haveria uma epidemia da doença. Agora, uma pesquisadora da USP desmacara aquele absurdo:
Pesquisadora da USP desconstrói discurso epidêmico
 da cobertura jornalística sobre febre amarela
  Analisar o discurso veiculado pelo jornal Folha de S. Paulo durante a epizootia de febre amarela silvestre, que atingiu também seres humanos, foi o objetivo da dissertação de mestrado Epidemia midiática: um estudo sobre a construção de sentidos na cobertura da Folha de S.Paulo sobre a febre amarela, no verão 2007- 2008” , defendida pela jornalista e pesquisadora Cláudia Malinverni, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
Foram analisadas 118 matérias veiculadas pelo jornal, entre 21 de dezembro de 2007 e 29 de fevereiro de 2008, recorte temporal que permitiu localizar a notícia que deu início ao fenômeno de agendamento midiático, a evolução do grau de noticiabilidade do tema e o seu desgaste como pauta de relevância. Para apoio à análise, foram selecionados 40 documentos institucionais sobre a doença, emitidos pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, no mesmo período.
Os achados indicam que as estratégias discursivas da cobertura jornalística relativizaram o discurso da autoridade de saúde pública; enfatizaram o “aumento progressivo” do número de casos; colocaram a vacinação como o limite entre a vida e a morte, omitindo riscos do uso indiscriminado da vacina antiamarílica; e propagaram a tese de uma iminente epidemia de febre amarela de grandes proporções. Essas estratégias deram novos sentidos à doença, deslocando o evento de sua forma silvestre, espacialmente restrita e de gravidade limitada, para a urbana, de caráter epidêmico e potencialmente mais grave.
Secundariamente, a análise permitiu identificar os riscos a que a população foi exposta em função dos sentidos produzidos pelo discurso midiático, com a ocorrência de óbitos diretamente relacionados ao noticiário veiculado pela imprensa, de modo geral, e seus impactos sobre o sistema público de saúde brasileiro. Como resultado da “epidemia midiática”, houve uma explosão da demanda pela vacina, que obrigou o Ministério da Saúde a distribuir, entre dezembro de 2007 e 22/02/2008, 13,6 milhões de doses da vacina antiamarílica, mais de 10 milhões de doses acima da distribuição média de rotina, para o período. Em menos de dois meses, mais de 7,6 milhões de doses foram aplicadas na população, 6,8 milhões só em janeiro de 2008, ápice do agendamento midiático. Em razão do aumento exponencial do consumo de vacina, o Brasil, um dos três fabricantes mundiais do antiamarílico, suspendeu a exportação do imunobiológico e pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS) mais 4 milhões de doses do estoque de emergência global.
Além disso, a omissão da cobertura jornalística quanto aos riscos inerentes ao uso indiscriminado da vacina expôs a população brasileira a riscos letais. Em 2008, a vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde registrou 8 casos de reação grave à vacina, dos quais 6 foram a óbito, 2 deles por doença viscerotrópica (DV), a forma mais rara e grave de reação ao vírus vacinal. Ressalte-se que, no Brasil, em nove anos (1999-2007) foram registrados 8 casos de DV, com 7 óbitos.
As matérias produzidas pelo jornal deram intensa visibilidade (saliência) às informações que visavam relativizar a instância discursiva oficial, que, por sua vez, não conseguiu impor-se ao fluxo discursivo midiático. Os sentidos produzidos pela cobertura jornalística tiraram de perspectiva as complexidades dos processos do adoecimento humano e os limites do conhecimento no tratamento das doenças. Nesta luta simbólica, perdeu o sistema público de saúde, mas, sobretudo, perdeu a população brasileira: mortes ocorreram.

Mais informações com a pesquisadora Claudia, pelo e-mail: Claudia.malinverni@usp.br 

Stinky frogs are a treasure trove of antibiotic substances

Stinky frogs are a treasure trove of antibiotic substances

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Some tumors contain factors that may block metastasis

Some tumors contain factors that may block metastasis

E na Faculdade Leão Sampaio...

No Blog Filhotes de Fauchard, Lorem relata um diálogo entre seus colegas:

Gil- Karuê e Socorro conversando sobre catapora:
- Socorro, por que não se pega catapora duas vezes?
- Por que as células de defesa guardam na memória os anticorpos para a doença.
- E se as células tiverem Alzheimer?

Sem comentários ¬¬


Mas analisando bem o diálogo.
A questão levantada é muito boa!
"E se as células tiverem Alzheimer?"

e é isso mesmo... a memória falhando, falha a imunização. Daí pode ser necessário (e possível) lembrar as células (o organismo) realizando uma vacinação de reforço (existem diversos esquemas de vacinação), ou falhas na vacinação (ler sobre pacientes com malária, nos quais a vacinação com certa frequencia falha).
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Debater... liberar as idéias.... fazer tempestade cerebral... ótima forma de aprender, e ás vezes de descobrir o novo.
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Células imunes que nos defende do sistema imune - é o "It's self, stupid!"

Immune system has protective memory cells, researchers discover


Descobertas, relatados na edição de 27 de novembro (2011) na Nature, podem permitir novas estratégias para o combate de doenças autoimunes bem como prevenir rejeições de transplantes.
As células identificadas neste estudo circulam no sangue e são contrapartes da células de memórias que se formam quando somos expostos à antígenos (infecção ou vacinação).
Abul Abbas, Michael Rosenblum e Iris Gratz usaram um modelo animal (camundongo) de doença autoimune para descobrir um papel dos linfócitos T reguladores (Treg) na memória do sistema imune.
Eles descobriram que o corpo se defende dos ataques autoimunes por ativar protetivamente uma pequena fração de linfócitos T reguladores.
Este é um conceito novo - a de que os tecidos têm memória!, disse Abbas. "Exposições subsequente da mesma proteína que gera autoimunidade naquele tecido pode levar a doença inflamatória menos severa."
Doenças autoimunes são atribuídas a defeito de funcionamento de células imunitárias conhecidas como linfócitos, inclusive as produtoras de anticorpos, que normalmente atacam proteínas não-próprias.
Nas doenças autoimunes, linfócitos pode ser direcionados contra proteínas próprias. Na esclerose múltipla, por exemplo, os linfócitos produzem anticorpos contra a mielina que envolve os axônios. No lupus, anticorpos atacam DNA.
Mas em muitos casos, as doenças autoimunes podem envolver resposta anormal de linfócitos T reguladores (Tregs). "Assim, ao invés de uma resposta imune que ataca, esta é uma resposta imune que suprime o ataque", diz Rosenblum. Os dois tipos de células existem em equilíbrio, e este equilíbrio pode ser rompido nas doenças autoimune.
Clínicos já observaram que uma doença autoimune que ataca um único órgão, pode sofrer uma amenização ao longo do tempo. Além disso, injeções repetidas, com doses gradualmente elevadas de um alérgeno, pode amenizar a severidade de doenças alérgicas.
Os pesquisadores desenvolveram um camundongo em que podiam controlar a expressão de uma proteína - ovalbumina - na pele, ou seja, os pesquisadores poderiam fazê-la ser expressadas (ligadas) ou não (desligadas). Os camundongos foram estimulados a produzi-la em abundância o que provocaria uma resposta autoimune. Mas...
... a presença da proteína também estimulou a ativação de linfócitos T reguladores (Treg). Os Tregs ativados proliferaram e se transformaram em formas mais potentes que suprimiam a autoimunidade.
Quando os pesquisadores inibiram e novamente estimularam em abundância a produção de ovalbumina nos camundongos uma resposta autoimune mais fraca foi o que ocorreu, devido à presença de Tregs ativados. Estas células estão em estudo no tratamenteo de rejeição de órgãos transplantados.
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Este texto pode ser lido levando em consideração matéria publicada na REVISTA CIENCIA HOJE.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Key to aging? Key molecular switch for telomere extension by telomerase identified

Key to aging? Key molecular switch for telomere extension by telomerase identified

H2S, uma possibilidade na luta contra resistência a antibióticos

Na Science Daily, notícia sobre o papel de H2S na resistência à atividade antimicrobiana de antibióticos.

O informativo relata que:
- muitos antibióticos atuam gerando radicais livres;
- um papel contra estresse oxidativo foi demonstrado para o H2S;
- H2S é produzido por diversos microrganismos;
- a supressão de enzimas que permitem a formação endógena de H2S tornam os microrganismos sensíveis aos antibióticos testados.


Vamos acompanhar o desenrolar desta linha de pesquisa.

Leia também postagem anterior
http://professorflaviofurtadodefarias.blogspot.com/2011/11/bacterias-em-biofilmes-sao-muito-mais.html#more

terça-feira, 22 de novembro de 2011

sobre tratamento endodontico


As técnicas endodônticas evoluíram muito nos últimos cem anos. Estes avanços científicos possíveis graças a maior compreensão da anatomia e histologia dos sistemas de canais radiculares, com a compreensão de sua complexidade, e da etiopatogenia das afecções pulpares e periapicais, envolvendo aspectos da microbiologia, imunologia e reparo. Estes conhecimentos suportaram as alterações na abordagem terapêutica endodôntica. Contudo, pode-se verificar que, considerando as etapas duas etapas envolvidas no processo – limpeza e obturação – a primeira foi ditada pela segunda. Ou seja, desde a forma de conveniência imprimida à cavidade de acesso aos canais radiculares, passando pelo preparo dos terços cervical e médio, com modelagens que permitissem o acesso, o foco centralizou-se em garantir um vedamento adequado do sistema de canais radiculares, adaptando estes procedimentos a este objetivo final. Mas, o contrário também poderia ter sido realizado, isto é, desenvolver uma obturação que se adaptar-se a um sistema de canais radiculares limpo e desinfetado mas o menos formatado possível, mantendo a anatomia o mais próximo do original. A partir da década de 1990, com os trabalhos originiais de Lussi e colaboradores, desenvolveu-se uma abordagem sem instrumentalização dos condutos radiculares. Esta abordagem baseou-se no estabelecimento de irrigação intracanal acompanhado de alterações sucessivas e cíclicas da pressão do líquido irrigante no interior do canal. Mais detalhadamente, estabeleceu-se a formação de vácuo (pressão reduzida) no interior do canal seguida de aumento súbito na pressão do líquido irrigante. Esta sequencia repetida diversas vezes com um irrigante a base de hipoclorito de sódio permitiu a remoção do conteúdo dos sistemas de canais radiculares e a sua desinfecção, sem a necessidade de qualquer modelagem dos condutos radiculares. Não havendo assim a necessidade de utilização de instrumentos tais como limas endodônticas, manuais ou automatizadas. A etapa de obturação (vedamento) dos condutos radiculares ocorreu por estabelecimento de vácuo e liberação de material obturador, na forma de cimento, e condensação do material. As pesquisas revelaram que o nível de limpeza alcançado foi similar ou melhor do que o obtido pelas técnicas convencionais, bem como a obturação dos condutos ocorreu em nível foraminal, sem extravasamento. Durante o processo, não ocorreu extravasamento foraminal do líquido irrigante. A limpeza e desinfecção foi possível pela ação química do irrigante hipoclorito de sódio, que tem sua ação dependente de tempo de contato e nível de contato com o material a ser removido, pela ação degermante do hipoclorito de sódio, e por ação mecânica do fluxo do irrigante, além da geração de fenômeno de cavitação. O fenômeno de cavitação ocorre devido às mudanças súbitas de pressões no interior do líquido irrigante, causando a formação de bolhas e sua implosão no interior do conduto, com liberação de energia. Este processo promove ação mecânica e antimicrobiana. Por esta abordagem, várias etapas tradicionais tornam-se desnecessárias, tais como preparo de cavidade de acesso não conservadora, remoção de dentina na entradas de canais radiculares ou em qualquer porção desde o assoalho até o forame apical, seleção e teste de cones de obturação, reduzindo substancialmente o tempo necessário para o tratamento e a exposição do paciente à radiação.
Finalmente, no Brasil, o ano era 1997 e iniciei o curso de aperfeiçoamento em endodontia pela UFMG, ao mesmo tempo em que cursava mestrado em Microbiologia no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Percebi pela primeira vez que os tratamentos endodônticos não eram nada conservadores em termos de tecidos dentários, e comecei a questionar este aspecto. A estratégia que escolhi foi buscar na literatura. Demorou um pouco, pois não conhecia os trabalhos de Lussi e colaboradores a priori. Mas depois de alguns meses de busca, encontrei seus artigos na Journal of Endodontic e na International Endodontical Journal. Na verdade, em um congresso, ainda em 1997, vi pela primeira vez a aplicação de vácuo na drenagem via conduto radicular, mas não avancei na idéia de que esta abordagem pudesse ser a base do tratamento endodôntico – faltava conhecimento básico em endodontia. Porém, ao encontrar os trabalhos supracitados (Lussi et al.) tive certeza de que a minha percepção de que os tratamentos convencionais eram demasiadamente agressivos e tecnicamente desnecessários. Escrevi um projeto baseado na técnica descrita por Lussi et al. e consegui me inserir em um programa de doutorado. Porém, deparei-me com uma impossibilidade técnica de construir o aparelho descrito no artigo científico, a despeito de trabalhar com um grupo da engenharia mecânica. Mas, em um insight, lembrei de uma técnica de incubação de bactérias em anaerobiose, em que se utiliza uma máquina de vácuo (bomba de vácuo) e um conjunto de tambores com misturas gasosas específicas. A parte técnica consiste de sucessivas sequencias de esvaziamento (vácuo) e injeção de gás. Então, transportando para a endodontia, a sequencia seria de esvaziar (vácuo) e preenchimento dos condutos radiculares com o irrigante. A pressão reduzida criada dentro do sistema de canais radiculares exerceria a força de sucção para o líquido irrigante (hipoclorito de sódio). Enfim, consegui desenvolver uma patente, que embora utilize a ideia original de Lussi e colaboradores, inova na lógica da sequencia e do aparelho pela simplicidade.

AQNG (Epithalamin) e KQ (Thymalin) para se manter jovem

Epithalamin e Thymalin são substâncias que podem manter aumentar surpreendentemente a expectativa de vida do ser humano.

LEIA NA CIÊNCIA HOJE.

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/11/mais-perto-do-elixir-da-juventude

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bactérias em biofilmes são muito mais resistentes a antibióticos. Mas exatamente porquê?

What bacteria don't know can hurt them

A key cause of this resistance is that bacteria become starved for nutrients during infection. Starved bacteria resist killing by nearly every type of antibiotic, even ones they have never been exposed to before.
What produces starvation-induced antibiotic resistance, and how can it be overcome? In a paper appearing this week in Science, researchers report some surprising answers.
"Bacteria become starved when they exhaust nutrient supplies in the body, or if they live clustered together in groups known as biofilms," said the lead author of the paper, Dr. Dao Nguyen, an assistant professor of medicine at McGill University.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

External capsule protects gum disease-causing bacteria from immune response

External capsule protects gum disease-causing bacteria from immune response

Stop signal discovered for skin cancer

Stop signal discovered for skin cancer

Probióticos protegem o intestino de lesões por radioterapia

Visite o site SCIENCE DAILY, clicando aqui.


Tomar probiótico pode ajudar pacientes com câncer a evitar lesões intestinais decorrentes de radioterapia.
Radioterapia é frequentemente utilizada em câncer de próstata, colo do útero, bexiga, endométrio e outros tipos de cânceres abdominais. No entanto, a radioterapia pode destruir células neoplásicas, bem como células saudáveis, causando diarreia, se a mucosa intestinal for danificada.
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Para muitos pacientes, isso significa que a radioterapia deve ser interrompida, ou a dose reduzida, enquanto o intestino cura. Os probióticos podem proteger a mucosa do intestino delgado.
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Bactérias probióticas (Lactobacillus rhamnosus GG – LGG), em um estudo, protegeu o revestimento do intestino delgado em camundongos que receberam radioterapia. O revestimento do intestino é um epitélio simples (uma camada de células)que separa o conteúdo do intestino do restante do corpo, e sua ruptura expõe o corpo às bactérias intestinais, favorecendo a sepse.
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Os probióticos foram eficazes apenas se administrados antes da exposição à radiação. Assim, se os animais receberam probiótico após danos ao revestimento intestinal, não favoreceu o reparo.
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Estudos anteriores, em seres humanos, utilizaram os probióticos após o desenvolvimento de diarreia, quando as células intestinais já haviam sido danificadas. Mas, o estudo agora sugere que deveria ser administrado o probiótico antes do início dos sintomas, ou até mesmo antes do início da radioterapia, porque a função do probiótico parece ser evitar os danos, ao invés de facilitar o reparo.
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Estudos anteriores demonstraram que a produção de prostaglandinas e ciclooxigenase-2 (COX-2) impedia a morte celular programada (apoptose) em resposta à radiação. Doses de Lactobacilos (LGG) administradas diretamente no estômago protegeram apenas camundongos capazes de produzir COX-2. Em animais incapazes de produzir COX-2, a radiação destruiu células epiteliais do intestino, tal como ocorreu em camundongos que não receberam o probiótico. No intestino grosso, células que produzem COX-2 migram para os locais da lesão e ajudam no reparo.  No intestino delgado, células expressando COX-2 podiam migrar da cripta, exercendo papel protetor.
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As doses administradas no experimento foram similar ao encontrado em iogurte ou probióticos disponív eis comercialmente. Assim, não deve haver risco associado maior do que a ingestão de iogurte.

Resistência a antibióticos em bactérias de águas de reservatório, em águas tratadas

Even the cleanest wastewater contributes to more 'super bacteria', study finds

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Halitose

Um artigo de revisão sobre halitose por Cassiano Rosing & Walter Loesche, 2011.


Florence e as irmãs de caridade

Um interessante artigo sobre os fundamentos históricos da enfermagem pode ser acessado aqui.
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Eu estudei no Patronato Santa Catarina Labouré, um colégio de freiras. E sempre comemorávamos o dia de Sta. Luisa de Marillac (15 de março).
Agora vejo que meu contato com a Enfermagem vem desde sempre. Porque minha mãe era visitadora sanitária e realizava os serviços de enfermagem na antiga fundação SESP.
Estudei em um colégio ligado historicamente com a enfermagem, e muitos de seus princípios. E desde 2003 sou professor de diversas disciplinas em cursos de Enfermagem.
Compreendo cada vez mais minha afinidade com esta profissão.
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É o artigo publicado na Revista Brasileira de Enfermagem:

Padilha MICS, Mancia JR. Florence Nigthingale e as irmãs de caridade: revisitando a história. Rev Bras Enferm 2005 nov-dez; 58(6):723-6.

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"A caridade era o amor a Deus em ação, propiciando para aqueles que a praticavam o fortalecimento de caráter, a purificação da alma e um lugar garantido no céu. O cuidado dos enfermos, embora não fosse a única forma de caridade prestada, elevou-se a um plano superior, isto é, o que era um trabalho praticado apenas por escravos, se converteu em uma vocação sagrada e passou a ser integrado por homens e mulheres cristãos(ãs). Embora haja controvérsias sobre a elevação ou não da posição das mulheres pelo cristianismo, a opinião comum é de que o cristianismo propiciou às mulheres oportunidades para exercer um trabalho social honrado e ativo, particularmente para as mulheres solteiras e/ou viúvas, no cuidado aos pobres e aos doentes(2)."
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"O trabalho da Companhia era o de alimentar os pobres, cuidar dos doentes nos hospitais, ir aos domicílios daqueles que necessitassem e realizar o trabalho paroquial. Foi uma das primeiras associações a realizar cuidados de enfermagem no domicílio, inaugurando um serviço importante de assistência social. Também reorganizaram os hospitais, implantando a higiene no ambiente, individualizando os leitos dos enfermos e dirigindo todo o cuidado desenvolvido no hospital."
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O plano de conduta das Irmãs de Caridade prescrevia sempre o serviço espiritual aliado aos cuidados corporais de enfermagem, devendo ambos ser realizados com muita "humildade". Todas as candidatas a irmãs de caridade deveriam aprender as três virtudes formadoras da alma das irmãs: a humildade, a simplicidade e a caridade(3).
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"Assim, o trabalho considerado braçal, mas que se constituía no cuidado de enfermagem, era realizado pelas irmãs de caridade e supervisionado pelas Senhoras da Confraria. Desta forma, os rituais do cuidado iam se construindo como um corpo de conhecimentos, sendo executados por pessoas específicas e ordenados por outras."
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"Os rituais de cuidado iam se construindo numa base voltada para a prática do cuidar vivenciada pelas irmãs no cotidiano dos hospitais e dos domicílios, orientadas inicialmente por Luisa de Marillac e Vicente de Paulo, através de cartas, regulamento e transmissão verbal umas às outras, dando origem ao que seria, posteriormente, denominado de técnicas de enfermagem, organizadas numa base científica de cuidar, preconizada por Florence Nightingale."
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"Florence Nightingale é considerada a fundadora da Enfermagem moderna em todo o mundo, obtendo projeção maior a partir de sua participação como voluntária na Guerra da Criméia(11), em 1854, quando com 38 mulheres (irmãs anglicanas e católicas) organizou um hospital de 4000 soldados internos, baixando a mortalidade local de 40% para 2%. Com o prêmio recebido do governo inglês por este trabalho, fundou a primeira escola de enfermagem no Hospital St. Thomas - Londres, em 24/06/1860."
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"Um fato que é pouco reforçado pelos historiadores é o de que Florence Nightingale conheceu e apreendeu o trabalho desenvolvido pelas Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo em Paris, no Hôtel-dieu, onde acompanhou o tipo de trabalho assistencial e administrativo que realizavam, suas regras, sua forma de cuidar dos doentes, fazendo anotações, gráficos e listas das atividades desenvolvidas, e aplicou o mesmo questionário, que já havia distribuído nos hospitais da Alemanha e Inglaterra, tendo aprofundado seus estudos; a sua organização(14).
Num segundo momento, Florence Nightingale retornou a este hospital por mais um mês, vestindo com o hábito das irmãs, para sentir mais próximo o seu carisma, apenas residindo em casa separada. Possivelmente, o convívio com as regras de conduta das Irmãs de Caridade e as Senhoras da Confraria a influenciaram intimamente na construção do seu modelo de enfermagem."
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" Florence Nightingale deu voz ao silêncio daqueles que realizavam o cuidado de enfermagem e que, provavelmente, não tinham noção da importância daqueles rituais que indicavam uma prática de enfermagem já organizada, tanto no cotidiano das ações de enfermagem como na distribuição do trabalho por classes sociais(2)."
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Plaquetas - facilitam a metástase de células neoplásicas

Uncovering a key player in metastasis

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uma característica fascinante dos epitélios

Considerando esta afirmação, verificamos que as células dos restos epiteliais de Malassez (eu prefiro denominar Epitélio Reticular Radicular) também devem apresentar esta polaridade.
Identificar os polos basolaterais e apicais permitiriam analisar melhor o papel deste epitélio.
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Considering this statement, we found that cells of epithelial rests of Malassez (I prefer to call ReticularEpithelium Root) must also present this polarity.
Identify the apical and basolateral poles would allow better analysis of the role of the epithelium.
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Considérant cette déclaration, nous avons constaté que les cellules épithéliales du repose de Malassez (je préfère appeler Racine épithélium réticulairedoit également présenter cette polarité.
Identifier les pôles apical et basolatéral permettrait une meilleure analyse du rôle de l'épithélium.

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In Anbetracht dieser Aussage haben wir festgestellt, dass die Zellen der epithelialen Malassezsche (Ich ziehe es vor Reticular Epithel-Root-Call) müssen ebenfalls diese Polarität.
Identifizieren Sie die apikalen und basolateralen Pole wäre eine bessere Analyse der Rolle des Epithels zu ermöglichen.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cavitação para tratamento de canal foi minha tese de doutorado...

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=implosao-microbolhas-desinfecta-agua-sem-quimicos&id=010125111107


Implosão de microbolhas desinfecta água sem usar químicos

Com informações da Agência Fapesp - 07/11/2011
Implosão de microbolhas desinfecta água sem químicos
Equipamento desenvolvido na Unicamp reduz microrganismos que causam doenças em águas residuais por meio de fenômeno físico que envolve quedas repentinas de pressão, chamado cavitação.[Imagem: Unicamp]
Cavitação
A cavitação, um fenômeno físico geralmente observado em sistemas hidráulicos, causado pela queda brusca que atinge a pressão de vapor do líquido, é uma alternativa aos tratamentos com produtos químicos para desinfecção de águas residuais.
O novo aliado do meio ambiente é um equipamento desenvolvido por José Gilberto Dalfré Filho, professor do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com Dalfré, a ideia do estudo surgiu com uma análise da erosão causada pela cavitação em superfícies sólidas, principalmente, em materiais usados em estruturas hidráulicas, como vertedouros de barragens.
"No projeto inicial, simulávamos a erosão por cavitação nessas estruturas usando um jato cavitante. Ao fim do trabalho, além de observar que o equipamento poderia ser melhorado para aumentar a eficiência, também verificamos outras finalidades para os jatos cavitantes, em especial a desinfecção e remoção de compostos persistentes", disse.
Implosão para matar bactérias
O objetivo do equipamento é aplicar o mesmo princípio da cavitação para eliminar microrganismos presentes em águas e que podem causar problemas para a saúde humana, reduzindo o uso de reagentes químicos para a despoluição.
Semelhante ao que ocorre na cavitação, um jato de alta pressão no interior de um reservatório gera altas tensões de cisalhamento (ou tangenciais), formando vórtices.
Nesses vórtices são formadas bolhas, que aumentam de tamanho e desfazem os próprios vórtices.
"Ao destruí-los, a pressão em torno dessas bolhas se tornará extremamente alta, causando a implosão das mesmas", explicou Dalfré.
A partir da implosão, cuja velocidade pode atingir mais de 100 metros por segundo, uma grande onda de pressão é liberada, atingindo os microrganismos.
Essa pressão é tão elevada que vários grupos de cientistas planejam usar a cavitação até mesmo para fazer fusões nucleares, capazes de gerar energia limpa.
"Caso o líquido esteja contaminado com bactérias, as altas tensões que ocorrem durante a implosão das bolhas podem romper as células desses organismos", explicou.
Desinfecção
Com a pressão aplicada pelo estudo ainda não é possível eliminar totalmente o número de microrganismos presentes na água.
"Obtivemos uma desinfecção significativa. No momento, estamos remodelando o equipamento para atingir valores maiores de desinfecção, visando à limpeza da água para o consumo humano", disse.
Dalfré destaca também a eficiência do equipamento em relação a outros métodos alternativos de desinfecção com relação ao consumo de energia.
"Seu gasto energético é menor que outros processos que também usam a cavitação, como, por exemplo, a ultra-sônica, que ocorre em altas temperaturas", disse.

domingo, 6 de novembro de 2011

Cypin, uma proteína importante na proteção do sistema nervoso durante um ataque cerebral

A cypina é uma proteína responsável por promover o crescimento de dendritos primários, e agora...
...
foi evidenciado um papel na proteção do tecido nervoso durante o acidente vascular encefálico, na zona de sombreamento.
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Há potencial terapêutico.
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http://www.sciencedaily.com/releases/2011/11/111102125642.htm

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sob hipóxia... p75NTR

Scientists identify gene critical for cell responses to oxygen deprivation

Quem não tem telomerase, cresce com APB

Alternate ending: Living on without telomerase

A ação de telomerase não é a única forma de manter os telômeros íntegros em células que sofrem divisão celular.

A diminuição dos telômeros acarreta em senescência celular e incapacidade de prosseguir sofrendo divisões celulares.

A ação da telomerase em células tronco e em células neoplásicas garante, frequentemente, que o tecido consiga proliferá indefinidamente.

Contudo, nem todas as células neoplásicas têm suas telomerases ativadas. Assim, um mecanismo alternativo deve existir.

Agora os autores demonstraram que o mecanismo envolve "corpos nucleares do tipo proteína proemielocítica da leucemia associada a alongamento alternativo dos telômeros" (ALT-associated PML nuclear bodies) ou APBs.

 "The hallmark of ALT cancer cells is a special type of complexes of promyelocytic leukemia (PML) protein at the telomeres that are termed ALT-associated PML nuclear bodies or APBs."

Os melanócitos respondem à luz por um mecanismo similar ao da retina... olhos na pele

Skin 'sees' UV light, starts producing pigment

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Bactérias envelhecem?

Do bacteria age? Biologists discover the answer follows simple economics

A questão é simples:
- erros se acumulam à medida que envelhecemos. Assim nossas células acumulam erro em correlação com o envelhecimento.
- Mas, e quanto às bactérias? o que ocorre?
- Elas se dividem em duas? e quanto aos erros?
- distribuídos igualmente entre as duas bactérias resultantes?
- a resposta parece que é não. Não é distribuído igualmente entre as duas bactérias "novas". Assim,

-- uma delas já começa velha, enquanto a outra é poupada.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011